domingo, 31 de julho de 2011

SEMENTE     E     FRUTO
                                                    
Um dia, houve.
Eu era jovem, cheia de sonhos.
Rica de imensa pobreza
que me limitava entre 7 mulheres que me governavam.
E eu parti em busca e meu destino.
Ninguém me estendeu a mão.
Ninguém me ajudou e todos jogaram pedras.

Despojada. Apedrejada.
Sozinha e perdida nos caminos incertos da vida.
E fui caminhando, caminhando...
E me nasceram filhos.
E foram eles frágeis e pequeninos,
carecendo de cuidados,
crescendo devagarinho.
E foram eles, a rocha onde me amparei,
anteparo sobre a tormenta que viera sobe mim.

Foram eles na sua fragilidade infante,
poste e alicerce, paredes e cobertura,
segurança e um lar
que o vento da insânia ameaçava desabar.
Filhos pequeninos e frágeis...
eu os carregava, eu os alimentava?
Não. Foram eles que me carregaram,
que me alimentaram.

Foram correntes, amarras e embasamentos.
Foram fortes demais.
Construiram a minha resistência.
Filhos, fostes pão e água no meu deserto.
Sombra na minha solidão.
Refúgio do meu nada.
Removi pedras, quebrei as arestas da vida e plantei flores.
Fostes para mim semente e fruto.
Na vossa inconciência infatil.
Fostes unidade e agregação.

Crescestes numa escola de esforço e trabalho.
depois, cada qual se foi, a seu melhor destino.
E a velha mãe sozinha
devia ainda um exemplo de trabalho, amor e coragem.
Miha última dívida de gratidão
 aos filhos.

Fiz a caminhada de retorno às raízes ancestrais.
Voltei às origens da minha vida.
escrevi o Cantico da Volta.
Assim devia ser.
Fiz um nome bonito: doceira, glória maior.
E nas pedras rudes de meu berço
gravei poemas.

Cora Coralina

quinta-feira, 28 de julho de 2011

OM MANI PADME HUM





                                        OM MANI PADME HUM


Tradução: Recebemos a Jóia da consciência no coração do Lótus. (O Lótus é o chakra). Significa - Recebemos a jóia da consciência divina, no centro do nosso chakra da coroa. Avalokitesvara alcançou tão elevado grau de espiritualidade, como se tivesse s...ubido a mais alta montanha. Destas alturas, estava para partir à planos ainda mais elevados, e distantes da terra, quando ouviu um gemido que vinha do inconsciente coletivo da humanidade. O lamento por sua partida. Seu coração encheu-se de compaixão e Avalokitesvara prometeu ficar neste planeta trabalhando e servindo para evolução da humanidade. Este juramento bodhisatva, é feito por todos os Mestres que servem a Luz da Grande Fraternidade Branca. Eles deixam de seguir as sua evolução em planos superiores, para servir a Luz de seus irmãos ainda encarnados. Ao recitarmos o Mani Mantra, estamos penetrando a mesma roda metafísica que os Mestres Ascensos e não Ascensos da Grande Fraternidade Branca que estão constantemente empurrando - a Roda da Evolução Espiritual da humanidade. Este mantra tem sua origem na Índia e de lá foi para o Tibet. Os tibetanos não conseguiram entoá-lo da mesma forma, mudando sua pronuncia para: OM MANI PEME HUNG este é o mantra mais utilizado pelos budistas tibetanos. Qualquer pessoa pode entoá-lo. Estando feliz ou triste, ao entoar o "Mani Mantra", uma espontânea devoção surgirá em nossa mente e o grande caminho será fortemente realizado. O mantra OM MANI PADME HUM, é fácil de pronunciar e poderoso pois contém a essência de todo o ensinamento. Muito tem sido escrito sobre este mantra e é impressionante que apenas seis silabas possam atrair tanto comentário importante. De acordo com Dalai Lama, o propósito de recitar este mantra é transformar o corpo impuro de suas palavras e mente, no puro e louvado corpo, palavra e mente de um Buda. O som de cada silaba é visto como tendo uma forma paralela espiritual. Fazer o som de cada silaba portanto, é alinhar a si mesmo com aquela qualidade espiritual particular e para se identificar com isto. Existe também um grande numero de outros beneficio que resultam da repetição deste mantra, incluindo a produção do mérito e destruição do carma negativo. OM - A primeira silaba, recitá-la o abençoa para atingir a perfeição na pratica da generosidade. MA - Ajuda a aperfeiçoar a pratica da ética pura. NI - Ajuda a atingir a perfeição na pratica da tolerância e paciência. PAD - Ajuda a conquistar a perfeição na pratica da perseverança. ME - Ajuda a conquistar a perfeição na pratica da concentração. HUM - Ajuda na conquista da perfeição na pratica da sabedoria. A senda das seis perfeições é a senda de todos os budas. Cada uma das seis silabas elimina um dos venenos da consciência humana. OM - Dissolve o orgulho MA - Liberta do ciúme e da luxuria. NI - Consome a paixão e os desejos PAD - Elimina a estupidez e danos. ME - Liberta da pobreza e possessividade. HUM - Consome a agressão e o ódio. Os mantras são freqüentemente, os nomes dos budas, bodhisattvas ou mestres e que o compuseram. Os mantras são investidos com um infalível poder de ação, de forma que a repetição do nome da deidade, transmite as qualidades de sua mente. O nome é idêntico a deidade ou essência da deidade que o compôs e com ele presenteia a humanidade dando a seus irmãos a essência de tudo aquilo que ele atingiu em muitas vidas de esforço e sagrado oficio. Dando o glorioso resultado de seu momentum de sabedoria. Ao recitar este mantra, o meditante também pode conseguir as qualidades do Chenrezig, o bodhisatva da compaixão, conhecido na tradição Mahayana como Avalokitesvara. O mantra OM MANI PADME HUM, chamado de mani mantra, levanta algumas traduções misteriosas. Diz a tradição que este mantra significa o nome Chenrezig. Contudo, Chenrezig não tem nome, mas ele é designado por nomes. Estes nomes são a taça para a compaixão a benção e a força que ele derrama. Portanto este é apenas um dos nomes de Chenrezig, MANI PADME, colocado entre as duas silabas sagradas OM e HUM. Parece-nos que Chenrezig, Avalokitesvara e Kuan Yin são os nomes do mesmo buda da compaixão. OM - Representa o corpo de todos os budas, também o começo de todos os mantras. MANI - Jóia em sânscrito PADME - Lótus ou chakra HUM - A mente de todos os budas e freqüentemente finalizam os mantras. MANI - Refere-se a Jóia que Chenrezig segura no centro de suas duas mãos. PADME - Refere-se ao lótus que ele segura na sua segunda mão esquerda. Dizendo MANI PADME estamos nominando Chenrezig através de seus atributos: "Aquele que segura a Jóia e o Lótus". Chenrezig ou Jóia do Lótus são dois nomes para a mesma deidade. Quando recitamos este mantra, estamos na verdade repetindo o nome de Chenrezig. Este mantra é investido com a benção e o poder da mente de Chenrezig, sendo que ele mesmo reúne a benção e a compaixão de todos os budas e bodhisattvas. Desta forma o mantra é imbuído com a capacidade de purificar nossa mente de sua obscuridade. O mantra abre a mente para o amor e compaixão e a conduz ao despertar. Sendo a deidade e o mantra um em essência, significa que é possível recitar o mantra sem necessariamente trabalhar a visualização. A recitação permanece efetiva. Cada uma das seis silabas sagradas retêm um efeito purificador genuíno. OM - Purifica o corpo MA - Purifica a palavra NI - Purifica a mente PAD - Purifica as emoções ME - Purifica as condições latentes HUM - Purifica o véu que encobre o conhecimento Cada silaba é ela mesma uma oração OM - É oração dirigida ao corpo dos budas MA - É oração dirigida à palavra dos budas NI - É oração dirigida à mente dos budas PAD - É oração dirigida às qualidades dos budas ME - É oração dirigida à atividades dos budas HUM - Reúne a graça (benção) do corpo, palavra, mente, qualidade e atividade dos budas. Estas seis silabas correspondem à transcendental perfeição dos budas secretos. OM - Ratnasambhava, Buda que nos inunda com sua sabedoria de igualdade e nos liberta do orgulho espiritual, intelectual e humano MA - Amogasidhi, Buda que nos inunda com sua sabedoria que a tudo realiza, a sabedoria da ação perfeita e liberta-nos do veneno da inveja e do ciúme. NI - Vajrasattva, Buda nos inunda com a sabedoria da vontade diamantina de Deus. Consome em nós o veneno do medo, da duvida e da descrença em Deus, o único Guru. PAD - Vairochana, Buda que nos inunda com a sabedoria penetrante do dharmakaya, a poderosa Presença Eu Sou. Consumindo em nós o veneno da ignorância. ME - Amithaba, Buda que nos inunda com a sabedoria da discriminação e consome em nós os venenos das paixões : Todos os desejos intensos, cobiça, avareza e luxuria. HUM - Akshobhya, Buda que nos inunda com a sabedoria que se reflete como num espelho e consome em nós os venenos de raiva, ódio e criações de ódio. As seis silabas sagradas OM MANI PADME HUM são a essência das cinco famílias de budas secretos. São a fonte para todas as qualidades e profunda alegria. É a senda que conduz a uma elevada existência para a liberdade da alma. Ver mais


Por: Gisele Guerrero

segunda-feira, 18 de julho de 2011

ÁGUA DE MELISSA - receita das Irmãs Carmelitas datado do Séc. XVII




ÁGUA DE MELISSA

180 GR DE FOLHAS DE MELISSA FRESCA OU 90 GR DE FOLHAS SECAS
20 GR DE CANELA EM PAU
20 GR DE CRAVO EM FLOR
10 GR DE SEMENTES DE COENTRO
 20 GR DE VERBENA (GERVÃO)
20 GR DE NÓZ MOSCADA
CARCAÇA DE 1 LIMÃO SICILIANO
1/2 LITRO DE ÁGUA DA FONTE
1 LITRO DE ÁLCOOL  DE CEREAIS


JUNTE OS INGREDIENTES, DEITE O ÁLCOOL E ÁGUA PURA DA FONTE, DEIXE MASCERANDO POR 19 DIAS, EM VIDRO ESCURO E ESTÉRIL, COAR E GUARDAR EM VIDROS MENORES.
TOMAR 1 COLHER DE SOPA DO EXTRATO EM 1 XÍCARA E AGÚA FERVIDA E MEL, VÁRIAS VEZES AO DIA .
MELISSA : INTEGRA EMOÇÕES
CRAVO E CANELA: ATIVA A CIRCULAÇÃO, PROTEGE OS CAPILARES
LIMÃO: DESSINTOXICA O FÍGADO, TRAZ LUCIDEZ  E BOM-HUMOR
VERBENA: CLAREZA DE PESAMENTOS E VERDADES PROFUNAS
NÓZ MOSCADA: RETIRA GASES TÓXICOS DAS CÉLULAS, REGENERADOR

RECEITA DO SÉCULO XVII, FEITO PELAS IRMÃS CARMELITAS PARA TRATAR TABAGISMO, NEURASTENIA, INSÔNIA .


sábado, 9 de julho de 2011

MEIAS IMPRESSÕES




  MEIAS IMPRESSÕES DE ANINHA
Cora Coralina


Renovadora e reveladora do mundo
A humanidade se renova no seu ventre.
Cria teus filhos, não os entregue às creches.
Creche é fria impessoal.
Nunca será um lar
para teu filho.
Ele pequeno precisa de ti.
Não o desligues da tua força maternal.


Que pretendes mulher?
Independência, igualdade de condição...
És superior àqueles
que procuras imitar.
Tens o dom divino
de ser mãe
Em  ti está o dom  presente da humanidade.


Mulher não te deixes castrar.
Serás um animal somente de prazere ás vezes nem mais isso.
Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar.
Tumultuada, fingindo ser o que não és.
Roendo o teu osso negro da amargura.