domingo, 29 de janeiro de 2012

O CORPO ESSA MÁQUINA MARAVILHOSA - YOGATERAPIA





Os Vedas já nos disseram o bastante, mas nossa mentalidade ocidental vive de joelhos diante do altar da Ciência, pedindo informações e confirmações científicas, tidas como as únicas confiáveis. Pois bem, sendo assim, vamos tomar de emprestado alguns pesquisadores científicos mais recentes informações que considro importantíssimas, por insuspeitas e exatas. Vejamos o que eles dizem sobre o corpo, isto é, sobre nossa “máquina”.




Comecemos pelas células, esses subsistemazinhos tidos como os tijolos que formam o edifício do corpo.





Os cem trilhões de células que constituem o nosso corpo morrem numa proporção de 5.700.000 por segundo e, na mesma proporção, nascem suas substitutas. Quando estamos com saúde, as que nascem são exatamente iguais àquelas as quais elas substituem. Cada célula, dispondo de capacitância e indutância (constatado por Lakhovsky Meek), se comunica com as outras como se usasse uma espécie de walkie-talkie próprio. George Meek acredita que cada célula, ou melhor, cada “vida celular”, parece ter conhecimentos instintivos suficientes daquilo que lhe é essencial para que sempre se mantenha sadia e sadiamente se reproduza. As células tem mentes instintivas capazes de se comunicar entre si. Os sábios védicos mencionas “as pequenas consciências”. Não seriam as consciências celulares? Assim sendo, temos base para sugerir: “quando em relaxamento profundo, converse com suas células, ame-as, exalte-as, expresse-lhes sua confiança...” Isso poderá até curar câncer.









Quase todo o corpo é constituído de proteínas, as quais, como as células por ela constituídas, são permanentemente renovadas. As proteínas do fígado e da linfa são renovadas de dez em dez dias. A cada dez dias você tem um fígado novo. Em cada 158 dias seus pulmões, seu estômago, sua pele e seus músculos já não são os mesmos. Aliás, ficamos sabendo que nosso corpo é mudado de 158 em 158 dias. E onde fica a velha certeza de que nosso corpo tem tantos anos como já vivemos? Dá para continuar acreditando que nosso corpo é uma estrutura sólida, firme? Nada disso. Essas descobertas vieram justificar o nome que os velhos sábios da Índia davam ao corpo: anna-maya-kosha, traduzindo: “veste” (kosha) “ilusória” ou “nada além de” (maya) feita de material derivado dos alimentos (anna). Segundo eles, o corpo faz parte do universo, do jagat – o universo que não cessa de mudar, de se transformar.









Hermógenes, Sáude Plena com Yogaterapia, p.211