domingo, 22 de dezembro de 2013

Jean-Yves Leloup relaciona símbolos arcaicos com várias partes do corpo

Mais eficiente que a memória do computador, seu corpo registra tudo que aconteceu com você desde a infância até agora. O psicólogo e teólogo francês Jean-Yves Leloup relaciona símbolos arcaicos com várias partes do corpo e esclarece as causas físicas, emocionais e espirituais das boas sensações e de algumas doenças.

Uma página em branco. É assim o corpo novinho em folha do recém-nascido. Desde o instante do nascimento e a cada fase da vida, a pele, os músculos, os ossos e os gestos registram dados muito precisos que contam nossa história. “O homem é seu próprio livro de estudo, basta ir virando as páginas para encontrar o autor”, diz Jean-Yves Leloup, teólogo, filósofo e terapeuta francês.
É possível escutar o corpo e conhecer sua linguagem, que muitas vezes se expressa por sensações prazerosas, por bloqueios ou pela dor, que nada mais é do que um grito para pedir atenção. “O corpo não mente. As doenças ou o prazer que animam algumas de suas partes têm significados profundos”, revela Leloup.
Ele nos convida a responder algumas questões sobre pés, tornozelos, ventre, genitais, coração, pulmões e muitas outras partes. Elas podem ser nosso guia em uma viagem de autoconhecimento que toca em aspectos físicos, emocionais e espirituais: “Primeiro, podemos notar qual é nosso ponto fraco, o lugar de nosso corpo em que vêm se alojar, regularmente, a doença e o sofrimento. Há a escuta psicológica pela qual podemos prestar atenção no medo ou na atração que vivemos em relação a algumas partes do corpo. E há ainda a escuta espiritual. O espírito está presente em nosso corpo, e certas doenças e algumas crises são manifestações do espírito, que quer trilhar um caminho, que quer crescer, que quer desenvolver-se em membros que lhe resistem”, diz ele. E continua: “Algumas depressões estão ligadas a fatores emocionais, a um rompimento, uma perda, uma falência. Mas há também depressões iniciáticas, em que a vida nos ensina, por meio de uma queda, um acidente, que devemos mudar nosso modo de viver”.
Descubra a seguir quais são os símbolos associados por Jean-Yves Leloup a cada parte do corpo e responda às questões, que facilitam a reflexão e o reconhecimento do que está impresso em você. Boa viagem!
Pés, as nossas raízes
 “Será que experimentamos prazer em estar sobre a terra? Podemos imaginar o corpo como um árvore. Se a seiva está viva em nós, ela desce às raízes e sobe até os mais altos galhos. É de nosso enraizamento na matéria que depende nossa subida à luz. É da saúde de nossos pés que vem o enraizamento”, explica Leloup.
Ele lembra que em diferentes práticas de ioga há a purificação dos pés, que são mergulhados na água salgada. “Pelos pés podem escorrer nossas fadigas e tensões.”
 “A palavra pé, podos, em grego, relaciona-se à palavra paidos, que quer dizer criança. Cuidar dos pés de alguém é cuidar da criança que o habita. Perguntei a um sábio: ‘O que posso fazer para ajudar alguém?’ Ele respondeu: ‘Lembre-se de que essa pessoa foi uma criança, que ainda é uma criança. E que tem dor nos pés.’”
Preste atenção: verifique se seus pés são seu ponto fraco. Como você se apoia sobre eles? Em seguida, toque-os, sentindo ossos, músculos e partes mais ou menos sensíveis. Quais são suas raízes familiares? Quais as expectativas de seus pais em relação a você? Qual seu sentimento em relação a filhos?
Tornozelos, a possibilidade de ir em frente
Termômetro da rigidez ou da flexibilidade com que levamos a vida, os tornozelos têm relação direta com o momento do nascimento. “Por que esse é também um momento de articulação entre a vida dentro e fora do útero. Alguns de nós conheceram dificuldades e viveram até traumas nesse elo que une a vida fetal com o mundo exterior. O corpo guardou essa memória e a expressa na fragilidade dos tornozelos”, diz o filósofo.
Segundo Leloup, os tornozelos simbolizam também o refinamento da vida, as relações íntimas e a articulação do material com o espiritual. As pessoas em que o tornozelo é o ponto fraco têm dificuldade de avançar nos vários aspectos da vida. Dar um passo a mais é ir além de nossos limites e também saber aceitar o que se é, seja isso agradável ou não. “Essa é a condição para ir mais longe”, finaliza ele.
Preste atenção: você costuma ter dor nos tornozelos? Essa região é rígida ou flexível? Sofreu entorses? Em que momentos de sua vida eles ocorreram? É difícil avançar em direção ao que você quer? Qual é o passo que você precisa dar e o passo ao qual resiste?
Joelhos, o apoio para dar e receber colo
A flexibilidade é uma das qualidades importantes para que os joelhos sejam saudáveis. “Quando eles são rígidos, é provável que surjam problemas na coluna vertebral e nos rins”, lembra Leloup, que nos revela o significado mais profundo dessa parte do corpo. “Em algumas línguas, estranhamente há uma ligação entre a palavra filho e a palavra joelho. Em francês, por exemplo, genou, joelho, tem a mesma raiz da palavra générer, gerar. Em hebraico, joelho é berekh, e também bar e bèn, que significa filho. Assim, ser filho, ser filha é estar no colo, envolvido por esse gesto, que é o elo entre os joelhos e o peito. Temos necessidade de dar e receber essa confirmação afetiva. E manter alguém no colo, sobre os joelhos serve para manter o coração aberto”, finaliza.
Preste atenção: observe como são seus joelhos. Eles são flexíveis, rígidos, doloridos? É bom tocá-los ou não? Quem o pegou no colo quando você era criança? Esse gesto de intimidade é familiar para você? Qual a sensação? E você, para quem dá colo (seja fisicamente, seja como símbolo de acolhimento)?
Genitais, a energia de vida
O teólogo Jean-Yves Leloup fala dos tipos de amor e prazer, dos traumas e das sensações vividos na infância que marcam para sempre nossa sexualidade. Ele ressalta que o encontro de dois corpos pode ser mais que físico. “A representação mais primitiva de Deus foi encontrada na Índia e são o lingan e a ioni, o símbolo fálico masculino e o genital feminino. Assim a representação do sexo foi a primeira feita pelo homem para evocar Deus – porque o sexo é onde se transmite a vida. Dessa maneira, passa a ser o local da aliança, algo de muito sagrado”, considera Jean-Yves Leloup. “Portanto, a sexualidade não é somente libido. Essa libido pode tornar-se paixão, passar através do coração e transformar-se em compaixão. É sempre a mesma energia vital, que muda e se transforma de acordo com o nível de consciência no qual nos encontramos.”
Preste atenção: quais são suas dores ou doenças relacionadas aos órgãos genitais? Você sofre desses males? Qual a sensação diante dos seus genitais (vergonha, repulsa, prazer)? Qual sua postura em relação à sexualidade (à sua própria e ao sexo no contexto cultural)?
Ventre, o centro processador de emoções
Estômago, intestinos, fígado, vesícula biliar, baço, pâncreas, rins são os órgãos vitais abrigados em nosso ventre. Eles são responsáveis pela transformação do alimento em energia, pela absorção de nutrientes e pela eliminação de toxinas.
Emoções como raiva, medo, prazer e alegria acertam em cheio essa região e também precisam ser digeridas. Leloup aponta que “o perdão tem uma virtude curativa porque podemos tomar toda espécie de medicamento, sermos acompanhados psicologicamente, mas há, por vezes, rancores que atulham nosso ventre, nosso estômago, nosso fígado”. Ele destaca que todas as partes do corpo lembram a importância de respeitar o tempo de digestão e assimilação de tudo que nos acontece de ruim e também de bom.
Preste atenção: como é sua digestão? Quando você tem uma forte emoção, sente frio na barriga ou alguma reação na região? Quais foram os fatos difíceis de ser digeridos em sua vida? O que há por perdoar?
Coração e pulmões, o pulso vital
Esses dois órgãos estão intimamente ligados a nossa respiração. “O coração é um dos símbolos do centro vital, ele é o centro da relação. E é importante observar como nossa vida afetiva influencia nossa respiração.  Às vezes, nos sentimos sufocar porque não correspondemos à imagem que os outros têm de nós, e isso também impede que o coração bata tranquilamente. Para alguns, querer ser normal a qualquer preço, querer agir como todo mundo, pode ser fonte de doenças”, assinala o psicólogo Jean-Yves Leloup.
Agir de acordo com suas vontades mais genuínas e aceitar o que se é, mesmo que isso não combine com o grupo, pode ser uma das formas de se libertar e sair do sufoco.
Preste atenção: você já teve períodos prolongados de angústia ou tristeza? O que liberta sua respiração e o que o sufoca? Você se preocupa muito com a imagem que as pessoas têm de você? Já parou para ouvir as batidas de seu coração e o das pessoas a quem você ama? O que deixou seu coração partido? O que o fez bater feliz?

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Leite Condensado do BEM !!!


Esta delicia é receita de Valeria Paioli(blog.veganana.com.br)
Simplesmente maravilhosa, reparem na textura, e um leite condensado que pode ser utilizado para varias receitas desde brigadeiros ate recheios de tortas ou para sobremesas!


INGREDIENTES:

- 1 xicara de acucar cristal
- 1/2 xicara de agua fervente
- 3/4 de xicara de farinha de aveia*


PREPARO:

Bata o acucar e a agua fervente no liquidificador por mais ou menos 3 minutos em potencia maxima.
Acrescente entao a aveia e bata por mais uns 2 minutos ainda em potencia maxima ate obter um creme liso e na consistencia do leite condensado tradicional.
O tempo de preparo pode variar de acordo com a potencia do seu liquidificador.
Conserve em vidro fechado na geladeira. Empregue gelado.

Realmente este leite condensado fica uma delicia e e tao rapido e facil de fazer que eu nem acreditei que em poucos minutos e com tao poucos ingredientes eu consegui um pote cheio de leite condensado!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Produtinhos Naturais e Cuidadinhos maravilhosos da pele

 Qualquer um pode fazer escolhas e aproveitar dos benefícios naturais e orgânicos para cuidar da pele e do cabelo, iniciativa feita em casa mesmo. Seguem dicas básicas e poderosas, com os benefícios de cada elemento que pode ajudar a manter a beleza, principalmemnte no verão onde a pele fica mais exposta e agredida pelo calor e poluição ambiental no verão. Esses procedimentos são simples e podem ser feitos por qualquer um, observando os resultados e adaptando a sua real necessidade e sensibilidade. consultar sempre no rótulo na hora de escolher um produto ou quando se deparar com uma nova receitinha caseira.
 Argila branca: “A melhor do mundo é brasileira, e vem da ilha de Marajó. Nesta estação, a pele costuma ficar mais oleosa. A argila branca tem um efeito matificante.” Aplique em máscaras com ela e água mineral pura mesmo, para fazer um rejuvenescimento e equilibrar a oleosidade.
 Óleo de gerânio: “Um up total para a pele brutalmente agredida. Legal aplicar na parte interna da mão e grudá-la inteira no rosto, depois ir soltando primeiro a palma e depois os dedos, tem um efeito de ventosa, principalmente depois de maquiagens que tanto agridem e intoxicam a pele.”
Açaí: “É um ótimo antioxidante para a pele, neutraliza os radicais livres.”
 Extrato de calêndula: “É um apaziguante para a pele, acalma a vermelhidão depois do sol. Legal manter o produto na geladeira, para aplicar geladinho.”
 Óleo de rosas: “Altamente nutritivo para a pele.”
 Óleo de Girassol (prensado a frio, não o culinário!): “Bom para recuperar e dar brilho ao cabelo exposto ao sol, aplicar sòmente nos fios.”
Óleo de  Argan: “Repara o cabelo pós-cloro, extremamente danificado.” Disponível em óleos e máscaras.
Óleo de Côco, palmiste, babaçu e outros "coquinhos": são fontes de vitaminas, nutritivos, dão elasticidade e vitalidade a pele do corpo inteiro e cabelos é refrescante, antimicótico e fungicida, pode ser usado nas cavidades como auxiliar em processos e inflamação e micoses.
Óleo de sangue de Dragão: é uma maravilha curativa! Um óleo resinoso de cor vermelha como o sangue, receita poderosa conhecida e utilizada por indígenas como o melhor cicatrizante e regenerador da pele, deve ser diluído em óleo carreador por ser muito denso. Pode ser ingerido para cuidar da pele interna(mucosas!).