terça-feira, 28 de abril de 2015

Arrume a sua casa todos os dias...

"Casa arrumada é assim:

Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha? Tapete sem fio puxado? Mesa sem marca de copo? Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta pros amigos, filhos, pros netos, pros vizinhos...



E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela... E reconhecer nela o seu lugar."


Carlos Drummond de Andrade

As emoções e as doenças



· Acne: Não se aceitar; desamor de si
· Adenoides - Atritos familiares, discussões.
. Alergias: Falso ego e sensibilidade.
· Alcoolismo - Sentimentos de futilidade, inadequação, culpa e auto-rejeição.
· Amigdalite : Emoções reprimidas, criatividade sufocada.
· Anemia: Falta de prazer; desinteresse da vida.
· A
norexia: Ódio ao extremo de si mesmo. 
· Apendicite: Medo da vida. Bloqueio do fluxo do que é bom.
· Arteriosclerose: Resistência. Recusa em ver o bem.
· Artrite: Amargura, ressentimento, crítica, sentimentos de desamor.
· Asma: Super sensibilidade; amor sufocado; supressão do choro, sentimentos sufocados.
· Bexiga (problemas): Ansiedade; resistência contra novas idéias.
· Boca (problemas ): Incapacidade de engolir idéias; fixação de opiniões e mente fechada.
· Bronquite: Ambiente familiar “inflamado”, Gritos e discussões.
· Bursite: Raiva reprimida, vontade de bater em alguém.
· Câimbras: Tensão; segurar-se; oprimir-se.
· Câncer: Mágoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo. Profundos segredos ou aflições corroendo o Eu; retenção longa dos ressentimentos; ferimentos profundos.
· Catarata: Futuro pouco claro; inabilidade de ver a frente.
· Ciática: Medo do dinheiro e do futuro.
· Cisto: Crescimento falso; fomentação de choques e machucados emocionais.
· Coceira: Desejos insatisfeitos, remorso; punição e culpa.
· Colesterol: Entupimento dos canais da alegria; medo de aceitar a alegria.
· Colite: Pais superexcitados; opressão, menosprezo; necessidade de afeto.
· Coração: Problemas emocionais sérios longamente suportados; falta do prazer, rejeição da vida. Crença nas pressões e no esforço.
· Corcunda: Raiva atrás de você, ressentimento conservado.
· Deslocamento de disco: Indecisão.
· Derrame: Resistência. Rejeição a vida.
· Diabetes: Profundo sentimento de mágoa; falta de (dar) afeto na vida.
· Diarreia: Medo, rejeição, fuga (eliminar de dentro o que está ruim).
· Dor: Congestão, bloqueio; crença em barreiras; punição, culpa.
· Dor de cabeça: Tensão, revolta, contrariedades emocionais. Sentimentos feridos.
· Dor de ouvido: Raiva; não querer ouvir.
· Edema: Super sensibilidade, individualidade machucada. Personalidade ferida.
· Enjoo de carro: Medo-dependência, sentimento de ser pego em armadilhas.
· Enjoo de mar: Medo; medo da morte.
· Enxaqueca: Medos sexuais. Raiva reprimida. Pessoa perfeccionista.
· Epilepsia: Rejeição da vida; sensação de perseguição; violência contra si.
· Esclerose múltipla: Dureza mental, coração endurecido, vontade de forra; inflexibilidade.
· Espinhas: Crença na feiura, culpa, ódio de si.
· Estômago (problemas): Incapacidade de assimilar idéias. Medo de novas idéias.
· Excesso de peso: Insegurança; auto-rejeição; procura de amor. Medo de perda, sufocar sentimentos.
· Fadiga: Resistência, aborrecimento; falta de amor pelo que faz.
· Febre: Queimar-se com alguém ou algo; raiva.
· Febre do Feno: Congestão emocional; confusão nas crenças; medo do moralismo.
· Fibromas: Alimentar mágoas causadas pelo parceiro.
· Frigidez: Medo. Negação do prazer.
· Gagueira: Insegurança; falta de auto-expressão.
· Garganta: Repressão de raiva; ferimentos emocionais engolidos.
· Gastrite: Incerteza profunda. Sensação de condenação, idéias mal digeridas.
· Gengiva (problemas): Inabilidade de levar avante as decisões uma vez que elas sejam tomadas.
· Glândulas (problemas): Desequilíbrio; falta de ordem; distribuição insuficiente.
· Glaucoma: Pressão emocional por sustentar por longo tempo sentimentos feridos.
· Gota: Impaciência, raiva, dominação.
· Gripe: Respostas a negatividade e crença geral; medo, crença em estatísticas.
· Hemorroidas: Medo de prazos determinados. Raiva reprimida. Pessoa perfeccionista.
· Hepatite: Raiva, ódio. Resistência a mudanças. O fígado é o local da raiva e emoções primitivas.
· Hérnia: Carga, resistência mental, autopunição; raiva; expressões criativas incorretas.
· Herpes: Prolongada suspensão nervosa.
· Impotência: Pressão sexual, tensão, culpa; crenças sociais; rancor contra um antigo parceiro.
· Inchaços (verrugas): Auto-rejeição, medo, falta de amor.
· Indigestão: Medo, ansiedade, pavor.
· Infecções: Irritação, raiva, chateação.
· Insanidade: Escapismo, recolhimento; violenta separação da vida.
· Insônia: Tensão, culpa, medo.
· Laringite: Medo de verbalizar opiniões; raiva. Ressentimento da autoridade.
· Labirintite: Medo de não estar no controle.
· Meningite: Tumulto interior. Falta de apoio.
· Nervos, nervosismo: Comunicação, luta, pressa; medo, ansiedade. Pensamentos confusos.
· Nódulo: Ressentimento, frustração. Ego ferido.
· Olhos (problemas): Não gostar do que vê em sua vida. Medo do futuro; não ver a verdade.
· Ossos (problemas): Rebelião contra a autoridade.
· Paralisia: Medo, escapismo, resistência, choque.
· Pele (problemas): Sentir-se ameaçado na individualidade; falta de segurança, impaciência; assadura; maneira de ganhar atenção.
· Pernas (problemas): Medo do futuro (as pernas carregam você para frente).
· Pés (problemas): Medo do futuro.
· Pescoço (problemas): Inflexibilidade, recusa em ver outros lados da questão; teimosia.
· Pneumonia: Desespero. Cansaço da vida.
· Pressão Alta: Problema emocionalmente duradouro e não resolvido. Manter por longo tempo problemas insolúveis.
· Pressão baixa: depressão, mágoa, derrotismo, raiva.
· Prisão de Ventre: Recusa de relaxar sobre velhas idéias; mesquinhez.
· Pulmões: Medo de receber e dar-se à vida.
· Quadris: Medo de ir avante em decisões importantes.
· Quistos: Alimentar mágoa. Falsa evolução.
· Resfriados: Confusão, desordem, pequenos machucados; família e crenças estereotipadas.
· Retenção de líquidos: O que é que você tem medo de perder?
· Reumatismo: Falta de amor; ressentimento; amargura crônica; vingança.
· Rinite Alérgica: Congestão emocional. Culpa. Crença em perseguição.
· Rins: Crítica, desapontamento, fracasso.
· Roer unhas: Separação dos pais, pedaço de si que se recalca.
· Ronco: Teimosia, apego ao passado.
· Sangue (problemas): Falta de alegria; faltas de circulação das idéias; pensamentos estagnados.
· Sinusite: Irritação com pessoas próximas. Presença de pessoa que o irritam.
· Surdez: O que você não quer escutar? Rejeição, teimosia, isolamento.
· Tosse: Nervosismo, amolação, crítica.
· Tuberculose: Egoísmo; possessão; crueldade.
· Tumor: Crescimento falso; ferimentos e choques emocionais.
· Tumor no cérebro: Crenças incorretas computadas; teimosia; recusa em mudar os velhos padrões.
· Úlceras: Algo se corrói em você; ansiedade, medo, tensão. Crença em pressões.
· Urinar na cama: Medo dos pais (normalmente do pai).
· Urticária: Pequenos medos escondidos; exagero de pequenos problemas.
· Varizes: Negatividade, resistência; remoer emoções; sustentar um trabalho que você odeia; circulação entravada, atulhada de idéias; desencorajamento.
· Vesícula (pedras na): Amargura; pensamentos dolorosos que você não encontra meios de evitar.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Paracelso e a Medicina


"Deus possui uma medicina tão bem moldada que o fogo não a consome. Ele também moldou o médico que é nascido do fogo. Porque o médico é feito pela Medicina e não por si mesmo; portanto, deve estudar a Natureza, e está nada mais é senão o mundo, incluindo o Céu que o contém. O médico precisa, pois, compreender o que a Natureza lhe ensina, tudo aquilo que se encerra na Luz de seus propósitos. Só quando souber encontrar a Natureza aberta e visível, é que a origem da saúde e das doenças deixará de ser obscura. Pois, sendo a Medicina mais antiga que o médico, ele é o seu produto e não o contrário, porque o fogo está no Mestre antes de ser aceso no discípulo".
Paulo Urban
(Mestre Paracelso, in 'Opus Paramirum', circa 1530, ou 'Obra Admirável', I - IX. 41-2).

Tarot, por Paulo Urban

  TARÔ – SENDA DA INDIVIDUAÇÃO 

(Texto de PAULO URBAN, publicado na Revista Planeta, edição especial nº 337-A, outubro/2000)
 Dr. Paulo Urban é médico psiquiatra e Psicoterapeuta do Encantamento.
É autor do livro “O que é Tarô”, da coleção Primeiros Passos, ed. Brasiliense.
e-mail:  urban@paulourban.com.br
Não é por acaso que os 22 Arcanos Maiores do Tarô acham-se numerados. Suas cartas, perfiladas tal qual os capítulos de uma novela, retratam uma história verdadeira, a do ser humano em sua senda iniciática, repleta de experiências transcendentes e desafios que se nos apresentam como oportunidades para o autoconhecimento.
Desde a Antigüidade, espalhados por distintas culturas, incontáveis são os mitos que abordam a imagem do homem colocado à prova, chamado a enfrentar perigos e resolver enigmas, a ultrapassar seus próprios limites e escolher o rumo certo nas encruzilhadas do caminho.
Carl G. Jung
Carl G. Jung
Foi o médico psiquiatra suíço Carl G. Jung (1875-1961), inicialmente admirador de Freud, e que desenvolveu sua própria teoria para a compreensão do psiquismo, a psicologia analítica, quem cunhou o nome de “individuação” para esse processo ininterrupto de aprimoramento pessoal, destinado a orientar a personalidade para algo maior e transcendente, a cumprir psicologicamente o mesmo papel a que se destinavam os rituais de iniciação dos povos antigos.
A questão fulcral da psicologia junguiana esbarra num dos principais mistérios da existência, o da consciência em busca da fonte primordial, inconsciente em sua essência, de onde se desprendeu originalmente. Para Jung, o ego poderia ser comparado ao inconsciente na mesma proporção que uma ilha estaria para o oceano à sua volta. Outra analogia seria a do planeta Terra, pequenina morada da civilização humana (a consciência), comparado ao Universo desconhecido, no qual estamos inseridos (o inconsciente).
Jung chamou de ego o núcleo da consciência, sendo a individuação toda a busca empreendida por esta diminuta instância em direção ao presumido centro da totalidade psíquica, a abranger obviamente o mundo inconsciente. Ao ponto de fusão entre consciência e inconsciente, núcleo da personalidade total e ao mesmo tempo passagem para uma dimensão transcendente e coletiva, espécie de porta para o psiquismo universal, Jung denominou de Selbst, em inglês self, que em português melhor ainda se traduz por “si mesmo”.
Marselha.arcano O Louco
O si mesmo seria o órgão regulador de todo o psiquismo, dotado de qualidades abissais que ultrapassam as dimensões do simples ego. Paradoxalmente, o si mesmo, ponto central da psique, preenche toda a sua circunferência, abarcando todos os fenômenos anímicos possíveis, a incluir, portanto, os do próprio ego. Nicolau de Cusa, monge filósofo do século XV, já usara imagem semelhante ao referir-se à onisciência divina: “Deus é uma esfera cujo centro está em toda parte e cuja circunferência não se delimita em parte alguma”.
Como veremos, as alegorias dos 22 Arcanos Maiores, ainda que veladas por intrincado hermetismo, de caráter particularmente medieval no baralho de Marselha, representam nada mais que as situações comuns, reservadas a todos aqueles que se dediquem a explorar seu mundo psicológico mais profundo. Os que partem em busca de si mesmos em geral abrem suas vidas para o amadurecimento pessoal, e sofrem experiências consideradas arquetípicas, de cunho propriamente iniciático.
  Marselha.arcano 1Aqui convém explicar, arquétipo é palavra de origem grega, primeiramente usada por Platão, a significar “padrões arcaicos” (arqui = antigo, arcaico + typos = padrão, matriz), e Jung se valeu do termo para denominar certos padrões registrados no comportamento da humanidade, que vêm sendo manifestados ao longo de sua história pelas mais diversas culturas. Embora semelhantes entre si, expressam-se pela variedade dos mitos, religiões, lendas ou folclore; e através de padrões também identificáveis em nosso mundo onírico, quer no cerne de nossos sonhos, quer sob a forma das fantasias.
O arquétipo serve, portanto, como matriz comportamental herdada por todo ser humano, como arcabouço capaz de selecionar nas experiências da vida os elementos significativos que estejam em sintonia com o processo inato da individuação. Os arquétipos, verdadeiras potências imateriais, surgem como entidades impalpáveis e incognoscíveis, mas se manifestam por meio de idéias e imagens, e vestem-se com as mais distintas roupagens de acordo com as culturas que os representam.
Marselha.arcano 2
Neste sentido, o Tarô os simboliza amplamente, e um mergulho no mundo dos Arcanos permite-nos espelhar nossa alma. Por isso a “leitura” das cartas, quando contemplativa e dinâmica, bem pode transportar-nos para um mundo psicológico mais profundo. Percorramos juntos então, passo a passo, esta estrada pictográfica da individuação. 
Marselha.arcano 3Comecemos pela especial figura do Louco que, exceção à regra, não se mostra numerada. O Louco, por não ter um número que lhe determine a posição, acha-se livre para ser notado em qualquer parte da jornada, podendo assumir diferentes valores em nossa vida; daí talvez ter sido preservado sob a efígie do curinga nos baralhos mais comuns. Preferencialmente o colocamos entre o tudo e o nada de Pascal, isto é, simultaneamente ocupando o início e o fim da jornada. FeitoJano dos romanos (a divindade de dois rostos que nunca se olham, voltados que estão para lados opostos), é O Louco quem sabe do porvir tão bem quanto do passado, já que se acha situado antes do primeiro Arcano, O Mago, ao mesmo que ocupa tempo posição após o último, O Mundo. O Louco confere assim ao conjunto um caráter rotativo e perene. Ao assumir duplo papel de fechar e (re)abrir o ciclo, promete a continuidade da individuação. Representa ainda uma força inconsciente, não personificada, por isso sem número, e a figura de bobo da corte expressa a ambivalência de sua função, já que os tais bobos medievais, antes de idiotas, eram sábios, quiçá os únicos capazes de falar verdades ao rei sem o risco de perder a cabeça.
Marselha.arcano 4
O Louco nos prende assim em sua mágica, na paradoxal leitura de seu sentido. Se pode ser visto como um bobo que nada sabe sobre si, caminhando a esmo, por outro lado é ele o sábio que, tendo mergulhado no abismo de si mesmo, ressurge renascido, disposto a retomar sua senda. E não há monotonia nem repetição nesse processo; embora as experiências mais fortes sejam arquetípicas, elas são inusitadas no modo como acontecem e nos propiciam leituras sempre novas do livro da vida. Também os passos do Louco nunca são lineares, pois a individuação pressupõe voltas e rodeios até que nos aproximemos do si mesmo, ou até que tropecemos em algo e caiamos dentro dele.
Marselha.arcano 5

A carta seguinte, O Mago, é a consciência personificada. Resulta da transformação do impulso inconsciente do Louco, agora direcionado conscientemente para o trabalho da individuação. Decididamente, O Mago é o grande herói desta jornada (ele é cada um de nós), pois a cada passo nos transformamos, conforme desfilamos pela “estrada real” dos Arcanos. Ele está em pé; é, portanto, ativo; e, feito aprendiz de feiticeiro, opera na mesa à sua frente. Um de seus braços aponta para cima, o outro para baixo, como se nos lembrasse da primeira máxima de Hermes Trimegistrus, a ensinar que o nível humano da existência apenas reproduz o plano cósmico da vida; que somos, sim, manifestação da divindade, mas nem por isso privilégio algum da natureza. O homem precisa trabalhar com o que tem às suas mãos e intuir acerca do Universo à sua volta para que venha a compreender-se.Marselha.arcano 6
Consoante os preceitos básicos da magia, O Mago posiciona-se como elo entre os planos humano e divino, surge como centro e medida de todas as coisas. Quatro objetos, dentre outros, despertam-nos a atenção. São eles a moeda e a baqueta que traz em suas mãos, além dos copos e da adaga postos sobre a mesa. Aludem claramente aos quatro naipes do baralho, ouros, paus, copas e espadas, que representam a inteireza do caminho ora descortinado. Isto porque o 4, assim como o 12, são números que por excelência expressam a totalidade, haja vista serem quatro as estações do ano e doze o número de seus meses, também as constelações do zodíaco por onde o Sol passeia ao longo de um ciclo. Quatro e doze sempre nos dão a idéia de algo completo.
Jung escolheu as mandalas (nome sânscrito a designar “círculo mágico”) como símbolos da integridade psíquica, visto que são geralmente representadas por formas circulares (ou outras que insinuem a presença de um centro); de mesmo modo, podemos perceber em cada um dos 22 Arcanos uma mandala oculta. No Mago ela se mostra tanto pelos instrumentos dos quatro naipes citados como pela mesa de três pés e quatro cantos, números estes cujo produto nos leva ao 12. É como se O Mago já tivesse diante de si o tesouro que deseja encontrar pelo caminho, o que, aliás, lhe permite seguir viagem mesmo que não saia do lugar onde se encontra, até porque a individuação é processo essencialmente espontâneo de nosso psiquismo.
Marselha.arcano 7
Pois bem, tendo à frente uma senda que se desdobra em quatro caminhos, O Mago, resoluto, entende que precisa percorrer simultaneamente todos eles, sob pena de nunca alcançar a transcendência, razão pela qual se divide ele próprio no quatérnio que lhe sucede, formado pelos próximos quatro Arcanos: A Papisa, A Imperatriz, O Imperador e O Papa.
Estes representam uma diferenciação a mais da “ciência dos opostos”, já insinuada pelos braços do Mago que ligavam o em cima ao embaixo. Observemos que as quatro cartas se casam muito bem, são duas figuras femininas e duas masculinas; há da mesma forma uma dupla de imperadores e outra de sacerdotes; e é no equilíbrio de cores de suas vestes que o baralho de Marselha oculta outros mistérios. O detalhe mostra que as mulheres vestem mantos azuis sobre os vermelhos, ao passo que os homens trazem a composição contrária, com vestes vermelhas por cima das azuis. Aqui as cores também têm significado; o vermelho associa-se ao lado consciente, ao aspecto racional do psiquismo. O azul representa o inconsciente, a irracionalidade, os processos intuitivos de percepção.Marselha.arcano 8
Nas personagens femininas (A Papisa e A Imperatriz), a intuição prevalece sobre a razão; já na dupla masculina (O Imperador e O Papa), são os processos racionais que estão por cima. A psicologia analítica identifica, além disso, tanto o aspecto feminino no interior do psiquismo masculino, ao qual Jung batizou de anima (no caso, definido pela Papisa), bem como a relação contrária, a essência masculina no psiquismo feminino, denominada animus (no Tarô, melhor representado pelo Papa).
A Papisa é, antes de tudo, o complemento do Mago. Guarda tudo aquilo que lhe falta, sendo, portanto, o verdadeiro moto de sua busca. Se o Mago é movimento, ela é repouso; se ele é ativo, ela é a receptividade em pessoa. Ele é ação; ela, reflexão. Em suma, todo o desenrolar do baralho a partir do Mago é a Papisa, pois tudo aquilo que estiver em seu caminho servir-lhe-á como complemento. A relação Mago-Papisa no Tarô é correlata do binômio yang-yin dos chineses; aliás, não poderia faltar no esoterismo do Ocidente o arquétipo da “ciência dos opostos”. 
Marselha.arcano 9
Havendo o Mago experimentado as diferentes maneiras de perceber o mundo, e consciente da natureza interminável de seu caminho, pela primeira vez tem nítida noção das dificuldades que ainda enfrentará. Sua determinação estará sempre à prova.
Na situação arquetípica sucedânea, o herói depara-se com a encruzilhada do Enamorado, quando se encontra dividido entre duas mulheres que cobram dele uma escolha. A que está à sua direita, para a qual ele volta sua face, toca-lhe o ombro, e veste roupas predominantemente vermelhas. Representa a via racional. A outra moça, aparentemente mais jovem, vestindo principalmente o azul, toca-lhe o coração, como se quisesse despertar suas emoções, seu lado intuitivo. No alto, acima da cabeça do herói, em instância que transcende sua consciência, um anjo direciona sua seta para a via intuitiva, como se quisesse orientá-lo em sua escolha. Enfim, aí está representado o drama do livre arbítrio, capaz de atormentar a consciência com o conflito da eterna dúvida. O personagem acha-se cruelmente dividido entre o racional e o intuitivo, observe-se suas roupas listradas de azul e vermelho, além do amarelo, seu aspecto pessoal. Mas pouco importa por onde seguirá nosso herói, até porque razão e intuição encontram-se mescladas em todas as experiências da vida, apenas predominando ora esta, ora aquela. O principal é que o herói dê seu próximo passo, para que não reste estagnado em seu caminho. Siga por onde seguir, desembocará na tríade seguinte, O Carro, A Justiça, e O Eremita.Marselha.arcano 10
Decidindo prosseguir, O Mago experimenta a extroversão das conquistas rápidas, simbolizado pelo Arcano VII, O Carro. O primeiro terço das 21 cartas numeradas se completa. O Mago está emancipado. Destemido, deixa de ser mero neófito para amadurecer na senda e, mediado pelo senso da Justiça, virtude que será assimilada no Arcano subseqüente, chega à condição de maior introversão e capacidade introspectiva, quando descobre que há sabedoria em seu próprio poço, a ser buscada por um processo sereno e cuidadoso, como o faz o velho Eremita.
A carta X, A Roda da Fortuna, traz as vicissitudes da vida, com seus rodopios e reveses. O herói deve afinal saber tirar proveito do movimento do cosmos. “Há nas lides do homem uma maré que, se aproveitada enquanto cheia, o levará à fortuna”, diria Shakespeare.
Marselha.arcano 11
No Arcano XI, A Força, alcançamos a metade do caminho, mas prosseguem as vicissitudes, até que O Mago perceba que, invariavelmente, ações sutis repercutem melhor do que as atitudes brutas, como nos mostra a figura intuitiva da vestal, que, sob um manto azul, domina com suas delicadas mãos toda a brutalidade duma besta-fera, contendo-a pela mandíbula. A fera ocupa a metade inferior da carta e, não fosse sua cor distinta, estaria misturada ao hábito da personagem. Representa os processos instintivos, aspectos brutos que esperam ser lapidados e transformados em algo mais sutil.Marselha.arcano 12
Os dois Arcanos seguintes nos trazem a experiência da morte. O Enforcado é ela própria, em seu sentido terminal. A lâmina mostra o herói dependurado, de cabeça para baixo, vendo a vida por seu outro ângulo; ou como se estivesse num ataúde, cercado por terra e troncos, os dois verticais com seus doze ramos podados, a representar o esgotamento da mandala, a morte aparente do dinamismo psíquico. Mas o herói, se sobrevive à força perturbadora deste arquétipo que dele exige sacrifícios, comunga pela primeira vez com o mundo transcendente, representado pelo Arcano XIII. Por ser o único sem nome, nem deveria ser chamado Morte. O esqueleto que ceifa sugere transformações substanciais, a troca do velho pelo novo. É um momento iniciático de fértil aprendizagem, representada pelos arbustos em quantidade que brotam neste novo campo da existência. Afinal, o 13 expressa o rompimento da mandala, a transposição da ordem; a soma de 1+3, entretanto, leva-nos de volta ao 4, à mandala de uma nova dimensão.
Marselha.arcano 13
O Arcano XIV, A Temperança, é a terceira das quatro virtudes medievais a estar representada no Tarô. As outras três, já vistas, são a justiça (Arcano VIII), a prudência (Arcano IX), e a força (Arcano XI). Este tema é chave dos alquimistas, e o segundo terço se completa com o Mago promovido a esta condição. A Temperança se (re)vela no equilíbrio parcimonioso de seu movimento, e a figura feminina aqui traz azul e vermelho em iguais proporções.
Uma vez feito alquimista, pode agora nosso herói experimentar as provações mais duras, reservadas aos que penetram no Diabo, Arcano XV, ou na Casa de Deus, Arcano XVI.Marselha.arcano 14
Tais estações referem-se ao mundo sombrio, aos aspectos mais críticos de nossa personalidade, produtos que são de partes pouco exploradas ou desconhecidas de nós mesmos. O demônio nada mais faz do que escravizar a nossa consciência, prendendo-a em seu altar, exigindo de nós o auto-sacrifício da extinção de nossas buscas. É por meio dele (o intelecto) que nos sentimos separados da fonte primordial. Por conta dessa mesma consciência é que podemos refletir acerca da única certeza que temos, a de nossa morte, de onde nasce uma natural angústia capaz de nos prender em temores pessoais. O Mago descobre que a única forma de evitar o demônio é enfrentá-lo! Se por um lado não devemos negar os méritos de nosso intelecto, por outro, de alguma forma, precisamos transcendê-lo.
Marselha.arcano 15
A Casa de Deus é o arquétipo da destruição, das mudanças avassaladoras em nossas vidas. Por vezes, somente algo assim tem força capaz de nos arrastar para longe do Diabo que antes nos prendia. A Torre fulminada mostra o ego abalado pelo grito de um inconsciente incontido, simbolizado pela labareda de fogo que explode a cúpula da Torre, cuja forma lembra uma coroa, real adorno de uma consciência que se esquece muitas vezes de perceber a realidade por detrás da realeza.Marselha.arcano 16
O Arcano XVII, A Estrela, nos entrega à esperança. Revela à consciência libertada que a individuação continua a ser possível. Ao menos é o que representam as luzes que brilham no firmamento. A jovem desnuda não é outra senão o nosso herói, despido dos valores mundanos, a verter no rio do inconsciente coletivo suas próprias águas (azuis) de seu mundo intuitivo, de seu inconsciente pessoal. As estrelas no céu simbolizam as almas já individuadas. Pela primeira vez os 4 elementos se agrupam numa mesma lâmina: água, fogo, terra e ar estão aí representados, este último reafirmado pela presença do pássaro, símbolo da alma inclusive. De novo descobrimos a mandala disfarçada.
Marselha.arcano 17
A Lua, Arcano XVIII, representa as trevas, os porões da alma; na psicologia junguiana será chamada de sombra. A sombra representa o lado oculto do psiquismo, fonte de inúmeros perigos e potenciais que jazem adormecidos. As trevas psicológicas apresentam sérios desafios à nossa frágil consciência, que precisará pedir ajuda à intuição para vencer a provação noturna. A Lua é receptiva, absorve a energia (as gotas) do sistema, e demarca a aproximação entre consciência e inconsciente, aqui representados pela duplicidade de símbolos, dois lobos a serem vencidos e dois templos a serem alcançados. Jung admitia que quando os símbolos se duplicavam em nossos sonhos, provavelmente estaria havendo a assimilação de valores inconscientes por uma consciência que se aprimora.Marselha.arcano 18
Vencida a noite negra, o Sol do Arcano XIX é quem traduz o momento áureo da jornada, quando a consciência comunga do si mesmo, inspirado instante em que ela se ilumina. A energia agora se espalha pelo sistema, e as duas crianças (consciência e inconsciente) que se tocam para cá do muro que antes as separava, descobrem-se idênticas, visto que nenhuma diferença deveria mesmo haver entre instâncias de um mesmo psiquismo. No contato mútuo das crianças, a ponte para o si mesmo se apresenta, e a iluminação preenche esta mandala.
Marselha.arcano 19
Mas não por isso o caminho chega ao fim. Restam ainda a análise e a síntese alquímica do processo, previstos pelos últimos dois Arcanos, O Julgamento, XX, e O Mundo, XXI. Juntos simbolizam o ajuste da mandala pessoal, momento em que o herói procura reorganizar seu mundo psicológico, transformado que está por tudo aquilo que sofreu. No Mundo, a síntese (a mandala) se define claramente. O herói está liberto no núcleo da carta, em sintonia com o Universo à sua volta. As figuras nos quatro cantos da carta são alusão aos quatro naipes em que se desdobra o baralho. Mas o Mundo é apenas o fechar de um ciclo. Serve para impulsionar o herói (nós mesmos), para frente. Afinal, somos sábios apenas em relação àquilo que vivemos, e completamente Loucos frente ao que nos é desconhecido.Marselha.arcano 20



Marselha.arcano 21   Vamos dar outra volta?

terça-feira, 14 de abril de 2015

Cristais e pedras

“Em um cristal temos a clara evidência da existência de um princípio de vida formativa, e embora não possamos entender a vida de um cristal, ele não deixa de ser um ser vivo.”
— Nikola Tesla


Esta é uma citação da obra The Problem of Increasing Human Energy (O Problema do Aumento da Energia Humana), de Nikola Tesla escrito no ano de 1900.
Os cristais e as pedras têm sido utilizados há milhares de anos por possuírem poderes de cura, e muitas culturas antigas acreditavam nisto como sendo algo normal, um fato natural da vida.

Pedras e Chakras

Atualmente, sabemos que todas as coisas no universo são formas de energia com a sua própria vibração – incluindo os cristais. Nikola Tesla declarou este conceito como a chave para a compreensão do universo e provou como certas formas de energia podem alterar a ressonância vibracional de outras formas de energia.
É por esse conceito que os cristais e as pedras são usadas ainda hoje para alinhar, curar e alterar a vibração das células corporais, dos chakras e dos corpos sutis em terapias alternativas.
Os antigos não tinham acesso à informação científica esclarecedora como temos hoje sobre o poder dos cristais. No entanto, essas pessoas pareciam instintivamente atraídas para as pedras, além de terem uma compreensão mais profunda de seu valor e significado.

O uso popular das pedras e cristais em civilizações antigas:
Pedras preciosas e cristais eram utilizados há milênios para melhorar o equilíbrio emocional, físico e espiritual. Como nossos ancestrais sabiam disto nunca poderemos ter certeza absoluta, mas certamente essas culturas davam um aspecto importante a esses mineirais.
Cultura Romana: talismãs e amuletos de cristal eram típicos entre os romanos. Na maioria das vezes, eles eram considerados úteis na melhoria da saúde, atraindo coisas desejáveis e para fornecer proteção em batalhas.


Muito apreciada pelos faraós, a Lapis Lazuli simbolizava a água como elemento primordial da criação e era colocada com as múmias para substituir o coração e fazer a regeneração no outro mundo.
Antigos Egípcios: Um dos maiores defensores históricos de cristais de cura, os egípcios enterravam seus mortos com quartzo sobre a testa. Eles acreditavam que isso ajudava a orientar a pessoa de forma segura para a vida futura. Os faraós carregavam cilindros cheios de quartzo para equilibrar as energias do corpo.
Fortemente associado à Deusa Isis, a pedra Lapis Lazuli foi muito usada por senhoras da realeza – como Cleópatra – sobre os olhos, para promover a iluminação e a consciência.
Dançarinos vestiam rubis em seus umbigos para promover a energia sexual. Muitos usavam cristais sobre o coração para atrair o amor e possuíam uma coroa repleta de cristais para estimular a iluminação e o despertar do terceiro olho.

Cultura Chinesa:
 a medicina chinesa geralmente incorpora o uso de cristais – incluindo agulhas com a ponta de cristal, utilizados na acupuntura e outras sessões de cura. Estas tradições vêm de quase 5.000 anos de prática.

tumblr_n7yojxEcAC1ten8mio1_500

pedra ametista simboliza a mudança de um estado de consciência normal, para um estado desperto, meditativo.
Gregos Antigos: a pedra hematita era esmagada e esfregada sobre os corpos dos soldados antes da batalha com a ideia de que os fariam invencíveis. Curiosamente, a palavra cristal é derivada da palavra grega krustullos – que significa gelo – pois até 1.500, muitos acreditavam que os cristais de quartzo eram gelo eterno enviado dos céus.
Na mitologia grega, Ametista seria o nome de uma ninfa que, para ser protegida do assédio de Dionísio, foi transformada pela deusa da castidade Diana num cristal transparente. Dionísio então nada mais poderia fazer, a não ser mergulhá-la no vinho – de onde teria vindo sua coloração púrpura. Por isso, dizem que o nome dessa pedra tem origem do grego – a, “não” e methuskein, “intoxicar” – de acordo com a antiga crença de que esta pedra protegia seu dono da embriaguez e intoxicação.
Tradições Indianas: a medicina aiurvédica na Índia considera o cristal valioso para a metafísica e a cura de desequilíbrios emocionais. O uso de cristais de cura está documentado nas páginas do Vedas, que também faz referência à habilidades específicas de cada pedra. Como por exemplo a Safira, utilizada para trazer astúcia, clareza e equilíbrio mental; e o Jasper, usado para trazer harmonia, vitalidade sexual e equilíbrio no primeiro chakra.
Crenças Japonesas: utilizar os cristais e as pedras para a vidência é uma prática muito comum na cultura japonesa. Para os antigos japoneses, os cristais de quartzo são equivalentes ao coração de um dragão, e manifestam o seu poder e sabedoria.


Conceitos de Eletromagnetismo
Visão científica sobre os cristais de cura:
Não há atualmente nenhuma prova científica de que o cristal possua a energia de cura em si, mas existem conceitos de eletromagnetismo comprovados pelo físico James Clerk Maxwell, que juntamente com os vários avanços na teoria quântica nos dão evidências que os antigos sempre souberam. De acordo com essas teorias tudo vibra em determinada freqüência, e os cristais têm a capacidade de alterar as frequências de outros objetos ou corpos quando eles ocupam o mesmo espaço.
Dessa maneira, um cristal – que em suas próprias oscilações de freqüência – vibra dentro de um campo de energia por meio da lei física de ressonância, criando um campo vibracional maior, afetando o sistema nervoso e transmitindo informações para o cérebro. Em essência, essas vibrações de ligação podem harmonizar e estimular mudanças bioquímicas que afetam a saúde física de uma forma positiva, promovendo a cura.


Por: Despertar Coletivo

O Leite de Ouro

golden-milk1-672x372
O Leite de Ouro é um tônico que utiliza os atributos de uma raiz originária da Índia, chamada Cúrcuma (mais conhecida no Brasil como Açafrão-da-terra), fortalecido com outros ingredientes orgânicos.
O ingrediente ativo na cúrcuma é a curcumina, ela tem sido utilizada por mais de 2500 anos na Índia. As propriedades medicinais desta especiaria foram lentamente se revelando ao longo dos séculos, muito conhecida por suas propriedades anti-inflamatórias. Uma pesquisa recente revelou que a cúrcuma é uma maravilha natural, provando benéfico no tratamento de muitos problemas de saúde, como mal de Alzheimer e principalmente câncer.
A receita do Leite de Ouro é utilizada para potencializar essas propriedades curativas.
 
Ingredientes:
  • 2 xícaras de leite de amêndoa (recomendamos o caseiro);
  • 1 colher de sopa de mel (pode adicionar logo após o leite ser cozido);
  • 1 colher de sopa de cravo (opcional);
  • 1 colher de chá de Açafrão-da-terra em pó;
  • 1 pau de canela ou 1 colher de chá de canela em pó;
  • Pitada de pimenta do reino e gengibre ralado (quanto mais fresco melhor);
  • Basta misturar todos os ingredientes em uma panela pequena, o tempo sugerido de cozimento é de 8 minutos (até dourar).

Recomenda-se beber um copo de água após a ingestão do Leite de Ouro para auxiliar na desintoxicação.

Os 20 Benefícios do Açafrão-da-terra:
1. É um agente anti-séptico e antibacteriano natural, muito utilizado na desinfecção de cortes e queimaduras;
2. Quando combinado com a couve-flor, ajuda a prevenir o câncer da próstata e pode parar o crescimento do câncer existente;
3. Impediu o câncer de mama se espalhar para os pulmões em camundongos;
4. Pode prevenir o melanoma, que é causada por células de melanoma existentes que cometem suicídio;
5. Reduz o risco de leucemia infantil;
6. É um desintoxicante do fígado natural;
7. Pode prevenir e retardar a progressão da doença de Alzheimer através da remoção da placa amyloyd acumulada no cérebro;
8. Pode prevenir que ocorra metástases em muitas formas diferentes de câncer;
9. É um potente anti-inflamatório natural que funciona tão bem como muitas drogas anti-inflamatórias, mas sem os efeitos secundários;
10. Tem se mostrado promissora em retardar a progressão da esclerose múltipla; 
11. É um analgésico natural e COX-2 inibidor;
12. Pode ajudar no metabolismo da gordura e ajuda no controle do peso;
13. Tem sido usada na medicina chinesa como um tratamento para a depressão;
14. Devido às suas propriedades anti-inflamatórias, é um tratamento natural para a artrite e a artrite reumatoide;
15. Aumenta os efeitos da quimioterapia com paclitaxel fármaco, e reduz os seus efeitos secundários;
16. Estudos promissores estão em curso sobre os efeitos da cúrcuma sobre o câncer de pâncreas;
17. Estudos promissores estão em curso sobre os efeitos positivos da cúrcuma em mieloma múltiplo;
18. Foi demonstrado que pode parar o crescimento de novos vasos sanguíneos em tumores;
19. Acelera a cicatrização de feridas e auxilia na remodelação da pele danificada; e
20. Pode ajudar no tratamento de psoríase e outras condições inflamatórias da pele.

A Cúrcuma pode ser tomada em forma de pó ou comprimido, disponível na maioria das lojas de alimentos saudáveis, geralmente em cápsulas de 250-500 mg. Não deve ser usada por pessoas com cálculos biliares ou obstrução biliar. Apesar de ser frequentemente usada por mulheres grávidas, é importante consultar um médico antes de fazer isso, a cúrcuma pode ser um estimulante uterino.